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Os intervalos entre boas decisões podem representar o maior risco 

As equipes de segurança cibernética estão lidando com ambientes de ameaças cada vez mais complexos. As equipes de operações estão focadas na disponibilidade e na resiliência. Os líderes de sustentabilidade estão sob pressão para reduzir o impacto ambiental. As equipes de tecnologia estão modernizando a infraestrutura, ao mesmo tempo em que gerenciam sistemas legados que talvez precisem permanecer operacionais por anos.

Isoladamente, cada função é capaz de tomar a decisão correta. O desafio é garantir que essas decisões continuem funcionando quando se cruzam.

  • Um ativo pode ser tecnicamente capaz de permanecer em serviço, mas será que ainda é seguro e tem suporte disponível?
  • A substituição pode reduzir uma categoria de risco operacional, mas será que a reparação ou a reforma poderiam proporcionar a mesma resiliência, evitando, ao mesmo tempo, despesas de capital desnecessárias e o carbono incorporado?
  • Quando uma infraestrutura é desativada, o processo de segurança vai além da desconexão, abrangendo também os dados, as configurações e os ativos físicos que saem da rede?

Essas não são simplesmente questões de conformidade. São decisões relacionadas ao ciclo de vida, com implicações para o risco, a resiliência, o custo, a sustentabilidade e o valor. E elas ilustram por que o verdadeiro valor de estruturas como ITIL, IEC 62443, ISO 27001 e ISO 14001 não reside apenas em aplicá-las individualmente, mas na disciplina operacional que elas podem criar ao longo de todo o ciclo de vida da tecnologia.

Para as organizações que estão transformando e otimizando infraestruturas críticas, essa visão integrada é fundamental.

A resiliência depende do que ocorre entre as fases do ciclo de vida

A tecnologia raramente segue um caminho linear e bem definido, desde a aquisição até o descarte. Os ativos são implantados, atualizados, reparados, transferidos, reconfigurados, armazenados, reimplantados e, por fim, recuperados. Equipamentos legados essenciais podem permanecer operacionais ao lado de infraestruturas mais recentes por anos. Os componentes podem ser transferidos entre locais e sistemas. O software e as configurações sofrem alterações ao longo de sua vida útil. 

Toda transição gera um momento de decisão. E cada momento de decisão pode afetar a segurança, a disponibilidade, o custo, o impacto ambiental e o valor residual. 

É nesse ponto que uma abordagem de gerenciamento de serviços baseada no ITIL se torna particularmente valiosa. O gerenciamento de incidentes, problemas, configurações e mudanças não se resume a processos operacionais. Em conjunto, eles proporcionam a governança e a visibilidade necessárias para compreender o que está mudando, por que está mudando e quais poderiam ser as consequências em outras partes do ambiente tecnológico. 

Ao combinar essa disciplina com a segurança cibernética, a segurança da informação e a gestão ambiental, o ciclo de vida da tecnologia passa a ser mais do que uma série de projetos individuais. Torna-se uma abordagem integrada para projetar, construir, manter, otimizar e recuperar a tecnologia, em que as decisões tomadas em cada etapa orientam o que acontecerá a seguir.

A segurança cibernética não termina quando um ativo sai da rede 

No caso de infraestruturas críticas cada vez mais conectadas, a segurança não pode ser tratada como uma questão a ser considerada apenas em um determinado momento. Ela precisa acompanhar a tecnologia ao longo de todo o seu ciclo de vida. 

As decisões tomadas durante o projeto e a construção influenciam a arquitetura, a seleção de componentes, a configuração, a integração e o acesso. Quando a infraestrutura já está em operação, o monitoramento, a manutenção e as alterações trazem novas considerações. E quando a tecnologia não é mais necessária, surge outro conjunto de riscos.

O descomissionamento de um ativo não elimina automaticamente o risco a ele associado. Os equipamentos podem reter configurações, dados e informações sobre o ambiente em que operavam. Os ativos podem ser transferidos para armazenamento, devolvidos para reparo, reimplantados em outro local, revendidos ou encaminhados para reciclagem. A cadeia de controle, portanto, precisa se estender além da rede ativa.

A norma IEC 62443 reforça essa abordagem baseada no ciclo de vida para a segurança da tecnologia industrial e operacional. Mas a questão operacional é mais ampla: as organizações conseguem manter um controle adequado à medida que a tecnologia passa de uma fase para outra do ciclo de vida?

Para a TXO, a eliminação segura de dados, o manuseio controlado de ativos, a rastreabilidade e os processos de recuperação auditáveis fazem parte da mesma visão de ciclo de vida que a segurança de rede e a resiliência operacional. O ativo pode ter saído da rede. A responsabilidade por gerenciá-lo com segurança, porém, permanece.

A sustentabilidade muda o debate sobre a substituição 

Essa mesma visão do ciclo de vida gera uma abordagem mais sofisticada em relação à sustentabilidade. 

A transformação tecnológica tem sido frequentemente associada à substituição: uma infraestrutura mais nova é implementada e a antiga é retirada de uso. Mas a substituição não é, automaticamente, a decisão mais adequada do ponto de vista comercial, operacional ou ambiental.

Um ativo essencial que possa ser reparado e receber suporte de forma segura pode ainda ter anos de vida útil pela frente. Equipamentos recondicionados podem oferecer uma solução eficaz para a manutenção de plataformas legadas ou para apoiar programas de migração. Ativos excedentes de uma parte do parque de ativos podem ter valor em outro lugar. E a infraestrutura redundante pode conter materiais com valor residual significativo.

A decisão já não se resume simplesmente a manter ou substituir. 

  • Qual é o estado do bem?
  • Isso é seguro?
  • Esse produto ainda tem suporte?
  • Isso é tão grave assim?
  • Qual é o risco de mantê-lo em comparação com substituí-lo?
  • Será que ele poderia ser remanejado?
  • Que valor poderia ser recuperado?
  • E qual é o impacto ambiental de cada opção? 

A norma ISO 14001 oferece uma importante estrutura de gestão ambiental, mas o potencial é ainda maior quando essa mentalidade passa a fazer parte das decisões diárias relacionadas à tecnologia e aos investimentos.

Manutenção, reparo, recondicionamento, reimpacto, racionalização da infraestrutura, mineração urbana e reciclagem responsável podem, então, tornar-se parte de uma estratégia mais ampla para otimizar a tecnologia, em vez de iniciativas isoladas de sustentabilidade. É nesse ponto que a circularidade pode apoiar a transformação, em vez de competir com ela: prolongando a vida útil da tecnologia quando isso faz sentido do ponto de vista operacional e comercial, ao mesmo tempo em que recupera valor de forma responsável quando isso não é o caso.

A inteligência de ativos une os pontos 

Há um fator comum a todas essas decisões: saber o que você possui. Uma organização não pode gerenciar de forma eficaz a exposição cibernética, a obsolescência, as necessidades de manutenção, o impacto ambiental ou o valor residual sem informações confiáveis sobre seus ativos.

  • Quais equipamentos estão em operação?
  • Onde fica?  
  • Como ele é configurado?
  • O que mudou?  
  • Qual é o histórico de manutenção do veículo?  
  • Em que estado está?  
  • Isso ainda tem suporte?  
  • Que tipo de dados ele poderia conter?  
  • E o que deve acontecer com isso daqui para frente? 

As respostas têm um valor que vai muito além de um cadastro de ativos. Os dados coletados durante o projeto e a implantação podem orientar o gerenciamento contínuo. O histórico de reparos pode influenciar a estratégia de substituição. As informações sobre a base instalada podem apoiar o gerenciamento de riscos cibernéticos. A visibilidade da infraestrutura redundante pode orientar programas de racionalização e transformação. Os dados de recuperação podem identificar equipamentos adequados para reutilização, reimplantação ou revenda. Os dados ambientais podem ajudar a quantificar os benefícios das decisões relacionadas à tecnologia circular.

Quando as informações acompanham o ativo, as organizações podem tomar decisões mais acertadas ao longo de todo o seu ciclo de vida. Essa visibilidade conecta cada etapa do ciclo de vida da tecnologia, desde o projeto e a implantação até o gerenciamento e a recuperação, proporcionando às organizações uma visão mais clara do impacto operacional, comercial, de segurança e ambiental de suas decisões à medida que transformam e otimizam a tecnologia.

A garantia mais sólida é a operacional 

As certificações e as estruturas reconhecidas são importantes. Elas definem expectativas, oferecem garantias e estabelecem disciplinas que podem ser aplicadas de maneira consistente em organizações complexas. Mas, para as equipes de liderança responsáveis por infraestruturas críticas, a questão mais importante é o que essas disciplinas possibilitam do ponto de vista operacional.

  • É possível transformar a rede sem comprometer a resiliência?
  • É possível prolongar a vida útil dos ativos sem introduzir riscos inaceitáveis?
  • É possível adotar novas tecnologias sem perder o controle do parque de equipamentos existente?
  • Você poderia explicar o que aconteceu com o equipamento depois que ele saiu da rede?
  • É possível melhorar a sustentabilidade e, ao mesmo tempo, proteger a segurança, a disponibilidade e o valor comercial?

Esses resultados são, em última análise, mais importantes do que qualquer certificado individual.

A TXO reúne engenharia, gestão de serviços baseada no ITIL, princípios de segurança cibernética e da informação, inteligência de ativos e conhecimento especializado em economia circular para ajudar as organizações a transformar e otimizar a tecnologia.

Em todas as etapas do ciclo de vida da tecnologia, desde o projeto e a implantação até o gerenciamento e a recuperação, conectamos as decisões tomadas, ajudando as organizações a fortalecer a resiliência, prolongar a vida útil dos ativos, gerenciar riscos, gerar valor e reduzir o impacto ambiental.

Isso porque uma infraestrutura resiliente não é criada pela otimização isolada da segurança, da sustentabilidade ou do desempenho operacional. Ela resulta da compreensão de como cada decisão tomada ao longo do ciclo de vida afeta a seguinte.

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